CÂNCER DE PULMÃO CAUSAS
O hábito de fumar ou de estar exposto ao cigarro mesmo a pessoa não sendo fumante (mais conhecido como fumo passivo) é uma das principais causas do câncer de pulmão. Dados mostram que 9 dentre 10 casos de câncer de pulmão são devidos ao cigarro. Algumas fontes, como revelado na Conferência Mundial de câncer de pulmão em Denver (EUA), em setembro de 2015, estimam que o tabaco seja responsável por cerca de 80% dos casos de câncer de pulmão.
A fumaça do cigarro é repleta de agentes causadores de câncer, os carcinógenos. Esses compostos, quando em contato com as células do tecido pulmonar, causam lesões que levam ao surgimento da massa tumoral. Quanto maior o período da exposição, ou seja, quanto mais tempo e mais cigarros a pessoa fumar, maior será a lesão e os riscos de câncer.
É interessante observar que uma pessoa que fuma um maço (20 cigarros) por dia, pode desenvolver um câncer 20 anos após ter começado a fumar e outra que fuma dois maços (40 cigarros) por dia, pode desenvolver um câncer 10 anos depois.
Ressaltamos conforme estudos publicados em 2009, que as mulheres são mais vulneráveis do que os homens aos efeitos cancerígenos do fumo.
Um estudo realizado nos EUA publicado em agosto de 2011 mostrou que pessoas que fumam um cigarro 30 minutos após terem acordado, possuem um risco 79% maior de desenvolver câncer de pulmão em comparação com aqueles que esperam pelo menos uma hora antes de fumar o seu primeiro cigarro do dia. Este estudo foi realizado com 4.775 pessoas que sofriam de câncer e 2.835 que não sofriam dessa doença, sento todos fumantes.
Além do fumo, há outros agentes químicos que atuam como carcinógenos e lesionam as células pulmonares. Dentre eles:
- – Arsênio
- – Asbestos
- – Poluentes, pesticidas e herbicidas– Radônio
- – Solventes químicos, cloreto de vinila
- – Metais como crômio, níquel, cádmio
- – Berílio
A exposição a esses compostos normalmente se dá em trabalhadores de mineração, lavouras ou laboratórios químicos.
Doenças pulmonares como a tuberculose e a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) aumentam o risco de desenvolvimento de câncer de pulmão.
Segundo um estudo de 2009, o consumo de uma cerveja por dia também aumentaria o risco de desenvolver um câncer do pulmão.
Por fim, cientistas têm mostrado que causas genéticas podem também ser a causa do câncer de pulmão, especialmente em não fumantes e fumantes passivos.
– Outro estudo publicado em junho de 2014, realizado sob a direção do Dr. Gu Fangyi do National Câncer Institute em Bethesda (EUA), sobre o primeiro cigarro após acordar, também demonstrou o grande risco para a saúde.
O estudo descobriu que as pessoas que fumaram o primeiro cigarro até cinco minutos depois de acordar, possuem um pouco mais de 3 vezes o risco de sofrer de câncer de pulmão aumentado, em comparação com aqueles que esperaram mais de uma hora antes de fumar o seu primeiro cigarro.
Tratamentos
O tratamento varia conforme o tipo de tumor (“pequenas células” ou “não pequenas células”) e o estágio do tumor. Aqui estão os possíveis tratamentos:
– Cirurgia, isto é, uma operação: somente para determinados tipos de câncer e somente se o tumor não estiver espalhado em outros órgãos.
A cirurgia pode remover parte do pulmão (resseção segmental), um lobo inteiro do pulmão (lobotomia), ou o pulmão inteiro (pulmonectomia).
- – Radioterapia.
- – Quimioterapia.
- – Terapia com novos medicamentos biológicos (ex. anticorpos), estes tratamentos geralmente ainda estão em experimentação mas são bastante promissores.
Um protocolo normalmente adotado para o tratamento do tumor é aplicado dependendo do estágio do tumor.Tratamento para tumores de células não-pequenas
- – Estágio I: cirurgia e, quando necessário, quimioterapia.
- – Estágio II: cirurgia + quimioterapia + radioterapia
- – Estágio III: Combinação de quimioterapia e radioterapia + quimioterapia sozinha + cirurgia dependendo dos resultados dos exames.
- – Estágio IV: quimioterapia + tratamento com drogas alvo (como anticorpos) + terapia de suporte + testes clínicos Tratamento para tumores de células pequenas
- – Estágio I: cirurgia normalmente combinada com radioterapia e quimioterapia.
- – Estágio II: quimioterapia + radioterapia
- – Estágio III: combinação de quimioterapia e radioterapia + terapia de suporte + testes clínicos com outras drogas
- – Estágio IV: quimioterapia + testes clínicos com outras drogas + terapia de suporte
Em maio de 2014 um novo medicamento, o Giotrif, foi colocado no mercado da Europa contra o câncer de pulmão de não células pequenas.
Observação
– A terapia poderá evoluir e somente um médico poderá lhe instruir melhor sobre qual tratamento será o mais adequado para o seu caso.
– Novos medicamentos chegam ao mercado, atuando ao nível molecular, por exemplo, enzimas. Em alguns casos de câncer de células não pequenas que não são operáveis, estes tratamentos podem ser muitos interessantes. Converse com seu médico.
Quimioterapia para câncer de pulmão
A quimioterapia para câncer de pulmão tem como objetivo destruir as células cancerígenas, localizadas no pulmão ou espalhadas pelo organismo, e é geralmente administrada por injeção na veia ou através de um cateter, um pequeno tubo colocado numa grande veia durante todo o tratamento. Este tratamento pode durar 1 ano ou mais.
A quimioterapia pode ser realizada antes da cirurgia para reduzir o tumor e tornar mais fácil e sua retirada, ou pode ser realizada após a cirurgia para destruir as células cancerígenas, que possam ainda restar no corpo. Nos casos onde a cirurgia é contraindicada e nos casos de cânceres avançados, a quimioterapia é o principal tratamento, sendo utilizada para controlar o crescimento do tumor e aliviar os sintomas da doença.
Geralmente, a quimioterapia utiliza a combinação de 2 medicamentos como Cisplatina, Etoposídeo, Gefitinibe, Paclitaxel, Vinorelbina ou Vimblastina, sendo que os efeitos colaterais que podem surgir, são:
- Perda de cabelo;
- Inflamação da boca;
- Perda de apetite;
- Náuseas e vômitos;
- Diarreia ou prisão de ventre;
- Infecções;
- Alterações sanguíneas;
- Cansaço extremo.
A maioria dos efeitos colaterais desaparecem após terminar o tratamento, mas em alguns casos podem ser utilizados analgésicos ou remédios para o enjoo, para aliviar os sintomas e tornar o tratamento mais fácil de ser seguido.
Outras dicas de terapia para câncer de pulmão.
-É muito importante parar de fumar para não agravar o quadro.
– Siga corretamente os conselhos de seu médico para a terapia.
– Se você foi diagnosticado com a doença, cuide bastante de sua saúde pulmonar. Evite contato com doentes e hidrate-se constantemente. Beber água ajuda a lubrificar as vias aéreas e reduz o risco de doenças como pneumonia, tuberculose, etc.
– Adote medidas que facilitam a respiração. Algumas incluem: apontar o ventilador para o seu rosto para facilitar a captura de ar, sente-se próximo a janelas, diminua a temperatura do ambiente (isso ajuda a respiração) e evite fazer esforços físicos intensos.
– Ingira pequenas porções de comida para não se sufocar ou engasgar.
– Durma bem e se alimente bem.– Faça exercícios de respiração. Isso pode ser auxiliado por um fisioterapeuta.
– Ache uma posição confortável para se sentar e dormir que não atrapalhe a respiração.
– É aconselhável evitar tomar antioxidantes (a não ser se for recomendado por médicos), no caso de câncer de pulmão. Na verdade, de acordo com um estudo dirigido por suecos e publicado no início de 2014 na revista médica americana “Science Translacional Medicine”, os suplementos de vitaminas antioxidantes (ex.: vitamina A, C, E ou beta-caroteno) aceleraram o desenvolvimento de lesões pré-cancerosas ou câncer precoce no pulmão em ratos e células humanas em laboratório. Isto é o que mostra um estudo que pela primeira vez elucida este mecanismo.
Radioterapia para câncer de pulmão
A radioterapia para câncer de pulmão utiliza radiação para destruir as células cancerígenas e pode ser aplicada por radiação externa, através de uma máquina que emite feixes de radiação, ou por braquiterapia em que o material radioativo é colocado próximo do câncer.
A radioterapia é muitas vezes o principal tratamento do câncer de pulmão, principalmente quando a cirurgia é contraindicada devido ao seu tamanho ou localização do tumor. É utilizada, também, antes da cirurgia para reduzir o tamanho de tumor, ou depois, para destruir as células cancerígenas que ainda possam estar no pulmão. Os efeitos colaterais da radioterapia podem ser:
- Fadiga;
- Perda de apetite;
- Dor de garganta;
- Irritação na pele no local da radiação;
- Febre;
- Tosse;
- Falta de ar.
Geralmente, os efeitos colaterais desaparecem no final do tratamento, mas alguns sintomas como tosse, falta de ar e febre, indicativos de inflamação dos pulmões, podem persistir por alguns meses.
Terapia fotodinâmica para câncer de pulmão
A terapia fotodinâmica para câncer de pulmão é utilizada nos estágios iniciais da doença quando é preciso abrir as vias aéreas obstruídas pelos tumores nos pulmões. Esta terapia consiste no uso de um remédio especial, que é injetado na corrente sanguínea com o objetivo de se acumular nas células cancerígenas. Após o acúmulo do medicamento no tumor, é aplicado um raio laser no local para matar as células cancerígenas que depois são removidas através de uma broncoscopia. A terapia fotodinâmica pode provocar inchaço das vias aéreas por alguns dias, causando falta de ar, tosse com sangue e catarro, que podem ser tratadas no hospital.
O tratamento nutricional para câncer de pulmão consiste na ingestão de medicamentos ou alimentos ricos em antioxidantes como vitamina A, E e C, que ajudam a reduzir os efeitos colaterais da quimioterapia ou radioterapia e estimulam a sua ação, aumentando assim a chance de cura do câncer.
Em caso de câncer de pulmão existem diferentes tipos de câncer e o seu tratamento é diferente. O tratamento de câncer de pulmão de pequenas células consiste em radioterapia e quimioterapia, dispensando a cirurgia.
Cirurgia para câncer de pulmão
O tratamento para câncer de pulmão pode ser feito com cirurgia, quimioterapia, radioterapia ou terapêutica fotodinâmica, dependendo do tipo de câncer, tamanho, localização do tumor, e do estado geral de saúde do paciente.
O câncer de pulmão tem maiores chances de cura quando é diagnosticado precocemente e o tratamento é seguido corretamente.
A cirurgia para câncer de pulmão consiste em retirar o tumor e os gânglios linfáticos próximos do pulmão afetado, para evitar o crescimento do tumor e que ele se espalhe pelo organismo, podendo ser de 3 tipos:
Cirurgia para câncer de pulmão
Segmentectomia: consiste na retirada de uma pequena parte do lobo pulmonar com câncer. É indicada para pacientes com tumores pequenos ou que estão com o estado de saúde fragilizado.
Lobectomia: consiste na remoção de um lobo inteiro do pulmão. É a mais indicada, mesmo para tumores pequenos.
Pneumectomia: consiste na remoção de todo o pulmão do lado afetado pelo câncer. É indicada quando o tumor está localizado próximo do centro do tórax.
O tempo de recuperação da cirurgia é demorado e podem surgir algumas complicações como dificuldade ao respirar, sangramento, infecções ou pneumonia, que podem ser tratadas com o uso de medicamentos ou fisioterapia.
O tratamento fisioterapêutico para câncer de pulmão é bastante importante, porquê ajuda a melhorar e aumentar a capacidade de expansão do tórax durante a respiração, sendo indicada antes e depois da cirurgia.